AVES
Quando se reflecte sobre o reino animal, é difícil não ficar maravilhado com o grupo das aves – a sua importância e diversidade são difíceis de igualar. Algumas aves são generalistas, enquanto outras têm exigências muito específicas sobre o local onde podem viver e aquilo que podem comer. Mesmo num único trecho de uma floresta, podem-se encontrar diferentes aves que se alimentam na copa das árvores, outras abaixo desta, e outras ainda no chão da floresta.
É vista normalmente no cimo de árvores nas margens de rios, e alimenta-se sobretudo de peixes. Quando uma refeição potencial é identificada, ela irá descer e arrebatá-la da água com as suas poderosas garras. A dieta alimentar da águia pesqueira não é somente peixe – também se alimenta de aves aquáticas e de cadáveres de animais.
Como a maioria das aves de rapina, as Águias Pesqueiras Africanas são consideradas monogâmicas e com um só companheiro para toda a vida. Mesmo assim, o macho deve conquistar anualmente o coração da sua fêmea, e esta ave faz isso de forma muito espectacular. O casal encontra-se em pleno ar, engancham as suas garras e caem em queda livre até que separam quando estão muito perto do solo. Eles fazem isso repetidas vezes até que finalmente acasalam. Depois regressam ao ninho que constitui a sua casa por muitos anos.
Como a maioria das aves de rapina, as Águias Pesqueiras Africanas são consideradas monogâmicas e com um só companheiro para toda a vida. Mesmo assim, o macho deve conquistar anualmente o coração da sua fêmea, e esta ave faz isso de forma muito espectacular. O casal encontra-se em pleno ar, engancham as suas garras e caem em queda livre até que separam quando estão muito perto do solo. Eles fazem isso repetidas vezes até que finalmente acasalam. Depois regressam ao ninho que constitui a sua casa por muitos anos.
Papa-figos de Cabeça Verde
O Papa-figos de Cabeça Verde (Chlorocephalus oriolus), que apenas pode ser visto na Serra da Gorongosa, encabeça a lista dos “mais procurados” de qualquer observador de pássaros interessado. Esta ave que irá encontrar na Serra da Gorongosa é uma raça única de Papa-figos de Cabeça Verde que se distingue pelo painel branco nas suas asas. Nenhum outro Papa-figos de Cabeça Verde em África tem essa marca o que lhe confere a sua originalidade.
Os Papa-figos de Cabeça Verde, como um todo, são aves muito especializadas que só podem ser encontrados nas antigas florestas tropicais no topo de montanhas. Eles podem ser encontrados no Quénia, Tanzânia e Moçambique, mas apenas em muito poucos meios ambientes especiais. Acredita-se que há milhões de anos, quando o clima da Terra mudou, o habitat desta ave ficou restrito a algumas montanhas isoladas cobertas de floresta húmida – como a Serra da Gorongosa. Como a evolução ocorreu ao longo de milhões de anos, o Papa-figos de Cabeça Verde da Serra da Gorongosa tornou-se uma raça única e que é de facto uma visão que se vê uma vez na vida.
Tecelões
O tecelão é verdadeiramente o arquitecto do reino das aves. O seu nome provém do facto de que tece o seu ninho de forma elaborada utilizando finas fibras vegetais, ervas e folhas de palmeira. Os ninhos variam em tamanho, forma, material utilizado, e técnicas de construção, de espécie para espécie. É de facto um ninho dentro de um ninho, com a entrada na parte inferior para proteger as aves jovens de predadores, especialmente dos falcões.
Estas aves são muito sociáveis e normalmente vivem juntas em colónias ruidosas, construindo os seus ninhos em conjunto para maior protecção, muitas vezes com vários num mesmo ramo. Normalmente, é o macho que tece o ninho, usando-o como uma forma de se exibir e atrair uma fêmea para sua companheira. Depois de construir um ninho, o macho paira sob ele e apresenta-o cantando e batendo as asas. Se uma fêmea aceita o convite e se instala no ninho ele começará a construir outro para atrair outra fêmea. Se a fêmea não gostar do ninho, ele irá destruí-lo e começar de novo. Se ela gostar do ninho, irá decorá-lo com ervas e penas, e começará a criar uma família.
Altos e elegantes, os Grous Coroados Austrais (Balearica regulorum) são aves tímidas que vivem em zonas húmidas. Estes grous são conhecidos pela intrincada dança que fazem durante a época de acasalamento e reprodução. Durante a exibição eles executam saltos de ballet de extraordinária beleza. Todo o ritual envolve dança, pulos e curvas e sacudidelas de cabeça. Eles também enchem de ar a bolsa vermelha da sua garganta para produzir sons “tipo buzina” que se diferenciam dos sons produzidos por outros grous.
Eles tendem a acasalar para a vida, são muito territoriais e irão defender a sua área de nidificação usando esses sons estridentes. Eles também são os únicos que não podem pousar nas árvores, ao contrário de outros grous, por causa dos seus longos dedos traseiros.
Esta ave, com uma magnífica coroa dourada, é um residente bastante comum na Gorongosa, mas está ameaçada nos outros lugares do mundo. O ecossistema da Gorongosa, conjuntamente com o delta do Zambeze, provavelmente suporta o maior número destas aves magníficas em toda a África Austral. Como tal, as planícies húmidas da Gorongosa são de um importância fundamental.
Rolieiro de Peito Lilás
De bela coloração, o Rolieiro de Peito Lilás (Coracias caudatus) possui um arco-íris virtual de cores de penas. Às vezes confundido com o Rolieiro Roxo (Coracias naevia), distingue-se pelas penas longas e rectas da sua cauda.
Ele realiza um fantástico voo de namoro, com um mergulho rápido de muito alto no céu, rolando sobre si próprio (o que dá origem ao seu nome) ou com um movimento de balanço rápido acompanhado por altos gritos estridentes.
Monogâmico e altamente territorial, esta ave atraente é uma das mais avistadas de entre os rolieiros. Poderá encontrá-lo, em cima de um poleiro de ocasião, procurando uma potencial refeição na área. Ele ataca gafanhotos, besouros, e ocasionalmente lagartos, caranguejos e pequenos anfíbios, mas também é conhecido por atacar pequenos pássaros. Para se alimentar, ele desce rapidamente do seu poiso para junto da sua presa e come-a no solo ou trá-la de volta para o seu poleiro onde a golpeia antes de a engolir inteira. Os Rolieiros de Peito Lilás não parecem perturbar-se muito com a presença humana, permitindo que se chegue muito perto e assim obter uma boa foto.
